Júlio Cezar
O combate à mortalidade infantil em Alagoas ganhou mais um reforço nesta sexta-feira (4) após a iniciativa do hospital Regional Santa Rita e Maternidade Santa Olímpia, em Palmeira dos Índios, de implantar o projeto mãe-canguru. O projeto, que foi apresentado pelo provedor, Sebastião Lessa, ao secretário da Saúde, Herbert Motta, prefeito James Ribeiro e aos deputados estaduais Edval Gaia e Fernando Duarte, durante visita e café da manhã oferecido pela unidade, terá o apoio da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau).
Durante reunião, que contou ainda, com a presença do secretário municipal de Saúde, Lucas Ribeiro, Motta ressaltou que o governador Teotônio Vilela está disposto a investir em iniciativas que contribuam para a redução da mortalidade infantil, a exemplo do projeto mãe-canguru da maternidade de Palmeira.
“Estamos felizes porque já conhecemos os resultados na Maternidade Escola Santa Mônica” disse, garantindo já na próxima semana uma visita da área técnica para levantamentos da necessidade do projeto, como berço aquecido, poltronas, camas e outros equipamentos. Vamos continuar atuando em parceria para garantir, via município, condições necessárias para viabilizar a oferta de serviços nessa unidade, sobretudo pela sua importância na região”, garantiu o secretário Herbert Motta.
Ele disse, ainda, que é preciso contratualizar para dar os primeiros passos. "Logo, esse entendimento se dá com o município porque ele é prestador, mas não impede de unir forças para ampliar o teto financeiro mediante série histórica ou assegurar outros incentivos", disse Motta acrescentando que o hospital já recebe recursos do Promater, Provida e Prohosp.
Mesmo funcionando em fase de ajustes, o projeto mãe-canguru do hospital Santa Rita, já abrigava Jadiele da Silva, de apenas 15 anos. Natural de Arapiraca, ela aquecia o pequeno Janderson Gabriel, de 1 mês e 6 dias de vida sob vigilância permanente e carinho da equipe. “Recebi todo apoio; eles me trataram bem” revelou.
Já Edivânia Prazeres, 18 anos, natural de Dois Riachos, não escondia sua felicidade em acalentar o pequeno Vagner Duarte, com 2 meses de idade. “Ele nasceu prematuro, mas veja como está lindo. Agora ele dorme” disse a mãe.
O provedor Sebastião Lessa, ressaltou a importância do apoio de todos, principalmente dos gestores municipal e estadual da Saúde. “Estamos trabalhando para transformar essa unidade em uma das melhores do interior de Alagoas e sem ficar devendo a ninguém em tecnologia e profissionais. Nesse primeiro momento, nossa intenção é recuperar financeiramente a instituição e pactuar a ampliação de serviços com vocês”, destacou.
Mãe Canguru é muito mais do que a posição vertical em que o bebê prematuro permanece “amarrado” ao corpo da mãe. É um tipo de humanização e assistência neonatal que implica no contato precoce pele a pele entre mãe e o bebê prematuro, pelo tempo que quiserem. Saibam que não só a mamãe participa; o papai também pode entrar nessa.Esse tipo de humanização oferece ao bebê uma vivência da passagem da vida uterina para a extra-uterina, aumentando muito o vínculo entre pais e bebê. E esse vínculo deixa o bebê mais seguro, proporcionando mais confiança aos pais no manuseio do seu filho. O Método aproxima os pais do bebê. É uma relação importante para o desenvolvimento completo do bebê que veio antes ao mundo.



